Por volta de 1876, apenas 10% da África estava sob domínio colonial europeu, pois o continente era amplamente marginalizado e considerado um fardo financeiro sem retorno.
A partir de 1876, impulsionada por disputas territoriais francesas e belgas na África Ocidental e Equatorial, iniciou-se uma corrida acelerada pela posse de terras.

Para regular os conflitos, as potências europeias definiram regras de ocupação efetiva, desencadeando uma forte expansão que elevou o controle colonial para 90% do território em 1900. Esta decisão foi tomada na Conferência de Berlim em 1884-1885, impondo fronteiras artificiais que ignoravam as divisões étnicas e culturais.
Havia Interesses Estratégicos e Econômicos que aceleraram este processo, como o relativo ao Egito que tornou-se vital devido ao Canal de Suez, enquanto a África do Sul atraiu forte interesse europeu após a descoberta de grandes jazidas de diamantes e ouro.
A resistência dos povos africanos foi diversificada, envolvendo acordos, diplomacia e lutas armadas por anos e décadas, mas a fragmentação pré-colonial e a superioridade militar europeia facilitaram a subjugação total até o início do século XX. A imposição desse sistema colonial destruiu as bases de desenvolvimento autônomo do continente, deixando feridas profundas e estruturais cujos reflexos econômicos e políticos persistem até os dias atuais.
